Conceituar a liberdade é algo que depende muito de cada um. Para muita gente é apenas uma questão de livre arbítrio, para outros é uma utopia, alguns uma filosofia de vida, e tem quem nem pense sobre isso. Muita gente diz que ser mulher mochileira é coragem. Mas, nos últimos anos eu comecei a descobrir que para mim a liberdade é uma necessidade, e desde então tento me libertar de tudo aquilo que faz eu me sentir presa.

Me sentir uma mulher livre hoje em dia é difícil, mas acredito que não é impossível. É um trabalho constante de desconstrução e construção de velhos e novos conceitos, autoconhecimento, ativismo, coragem e realização interna. E eu tento caminhar nesta direção. Estou consciente de que ainda tenho muitas amarras, sejam elas sociais, culturais, emocionais, físicas e materiais. Mas cada movimento, cada dia me faz aprender, refletir e pensar o que realmente me prende e o que me faz voar.

©Novos Hippies

Mulher mochileira, sem padrão e buscando ser livre

Eu não sou contra as raízes, até porque algum dia quero criar as minhas. Eu me tornei uma mulher mochileira porque sinto que antes de me firmar em algo eu preciso saber que não pertencerei àquilo, nem àquilo me pertencerá, será apenas mais uma troca, que nos permitirá ir ou ficar quando quiser. O amor e o respeito será suficiente para eu entender que está tudo certo, está tudo bem, mesmo que não esteja.

“Amor verdadeiro para mim, é aquele que te dá raízes sem cortar as tuas asas”.

Sendo mulher, tenho uma lista de coisas que me prendem, e tentarei trazer neste site situações que busco conseguir me libertar ou que eu tive sucesso. O objetivo é trocar essas experiências com outras mulheres que possam me inspirar ou se inspirar em minhas caminhadas.

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Dentre as prisões da minha vida, a maior e mais forte de todas, principalmente porque não depende só de mim, é o machismo. Uma amarra social que desencadeia outras prisões. Por isso, acredito que o feminismo me ajuda muito a conseguir me libertar dessa cadeia.

A prisão social é um grande desafio. Porque de certa forma o padrão social além de influenciar no meu movimento de vida me traz prisões psicológicas e emocionais. E se libertar disso é um processo forte, mas que está em desenvolvimento.

Pressão familiar, relacionamentos, padrão de vida, capitalismo, consumo, imagem, egoísmo, desrespeito, violência, política e amor…fazem parte dessa cadeia.

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Por isso eu escolhi ter um estilo de vida diferente, porque percebi que minha missão de vida não é só ser livre, mas estar em constante aprendizado e troca com outras pessoas. Os relacionamentos em geral me fazem crescer. Desde um bom dia ao cobrador do ônibus até o bom dia que você dá quando dorme com alguém do seu lado. Eu quero ser alguém melhor não só pra mim, mas para o universo, mas para isso preciso ser livre de muitas coisas.

Viajar sozinha me faz ter essa sensação de liberdade e me proporciona estas trocas que tanto almejo. Aqui tentarei contar um pouco de cada experiência, o que aprendo com elas, e que sim, é possível.

Acredito que juntas conseguiremos viver sem padrão e livres.

Veja aqui coisas que você pode fazer antes de largar tudo para viajar, e porque você deve viajar sozinha, pelo menos, uma vez na sua vida.