Como eu expliquei aqui neste post, a liberdade é algo que depende de cada um e como cada ser a enxerga e almeja. Ser uma mulher mais livre tornou-se meu objetivo de vida, e para isso eu luto contra diversos fatores que sinto me aprisionarem. O maior deles, eu percebi ser a minha própria mente.

Eu me sinto liberta de várias coisas, e ainda prisioneira de outras. Mas, a liberdade que eu conquistei eu desejo para todas as mulheres, porque é uma sensação única, e me faz querer viver mais, e buscar mais. Por isso, achei interessante escrever esse artigo.

Vale lembrar que a minha verdade, é minha, e nem a mim ela é absoluta. Por isso, quem discorda de mim, eu respeito e estou aberta a entender seus argumentos.

©Denisenhando

Como ser uma mulher mais livre

Somos criadas em uma sociedade capitalista, patriarcal, conservadora e preconceituosa. Querendo ou não, toda essa cultura a qual estamos inseridas nos torna prisioneiras. Não só nós mulheres, mas como qualquer ser humano e até os animais.

O capitalismo sobrevive da exploração não só na humanidade, mas de toda a natureza, flora e fauna. O patriarcado é aliado do conservadorismo e do preconceito, que na minha opinião, juntos mantém o capitalismo ativo. É uma roda gigante, e para eu me sentir livre, tento romper com ela todos os dias. Não é uma tarefa fácil.

©Denisenhando

Feminismo é uma saída para ser uma mulher mais livre

Sempre que ouço uma mulher dizendo que não é feminista, meu coração aperta. Eu entendo elas. O feminismo está sendo estereotipado, e isso muitas vezes por culpa de alguns manos e manas que radicalizam ou não entendem o ideal de igualdade. Mas você, mana, que está lendo isso, por favor procure ler tudo o que você precisar sobre o feminismo, troque ideia com as manas, leia os blogs de feministas ativistas, e você vai entender que ele existe para te ajudar, e te fazer sim uma mulher livre e feliz.

Aqui neste post do Catraca Livre tem uma lista de Youtubers feministas, e eu selecionei algumas páginas que sigo no Facebook que sempre estão publicando artigos, relatos, fatos que nos fortalecem. E as imagens do post são da lindona Denise Silva, a página dela é a Denisenhando. Segue:

Todas Fridas    Quebrando Tabu    Revista Azmina   JoutJout

©denisenhando

É o feminismo que luta contra o patriarcado, o machismo. Uma cultura que menospreza, humilha, violenta e mata as mulheres. Ela nos coloca como inimigas, competidoras, quando na verdade a nossa essência diz que devemos ser irmãs e nos fortalecer (leia esse relato sobre esse assunto).

Essa cultura machista nos coloca abaixo dos homens, quando na verdade deveríamos estar todos juntos, lado a lado. Nos desrespeita, e manipula toda a sociedade, até nós mesmas, a acreditar que esse desrespeito é normal. Nos vende como mercadoria, nos compara, faz nos sentirmos erradas, culpadas, por sermos quem somos. Nos enfraquece.

E como somos criadas nisso, nossa mente, até nossa genética carrega o machismo. Desconstruir todos os conceitos criados por essa cultura que vê a mulher apenas como uma serva do homem, não é fácil. Mas não é impossível. Nunca será.

©denisenhando

O feminismo é a saída para ser uma mulher mais livre porque é através dele que reconhecemos que estamos todas e todos no mesmo barco. Se podemos debater sobre ele, trabalhar, votar, é por causa dele. No feminismo o respeito deve ser mútuo, e os privilégios devem ser iguais, tanto para homens quanto para mulheres.

É ele que faz com que nos sentemos juntas, conversamos sobre tudo e o que quisermos, sem nos sentirmos mal ou culpadas por estar compartilhando ou ouvindo um conselho de uma amiga. Ele nos une, e ele me faz todos os dias querer estar com mais mulheres ao meu redor, para compartilhar a força e coragem que tenho. Assim como me inspirar em outras mulheres guerreiras. Ele me faz sim, ser uma mulher mais livre.

©denisenhando

Faz com que eu me aceite do jeito que eu sou. Com que eu me olhe no espelho sem maquiagem, e mesmo com as minhas dobrinhas, estrias e celulites eu me ame. Faz com que eu busque me entender melhor, aceitar o meu sangue, olhar para a minha vagina, conhecer meu corpo, me tocar, sentir prazer sem remorso. Ele faz eu entender que eu ou a minha amiga não somos putas só por usar um batom vermelho, um short curto ou transar com um homem no dia que o conhece (porque na real estamos só curtindo como todos os homens fazem).

Faz eu enxergar uma mulher que fica com meu crush apenas como: uma mulher. Ele me fez enxergar o amor livre, e a respeitar todos e todas. Me faz entender que a traição, não passa de um conceito de posse (porque homem trair é normal, mas mulher??). Ele me ajuda tanto, que não caberia espaço aqui para dizer. Mas, com o tempo, vou escrevendo um pouco de cada coisa.

É o feminismo que me encoraja a pegar a minha mochila e ir para a estrada sozinha, sem rumo, data ou lugar para voltar. Ele me ajuda a enfrentar meus medos como mulher. Porque ele me mostra que eu sou capaz , que posso ser forte, e trilhar diversos caminhos tanto quanto um homem. Ele faz eu me sentir capaz, liberta, viva.

E isso incomoda as pessoas que estão inseridas no sistema patriarcal, machista, capitalista. O conservadorismo acha rebeldia, pecado, um desgosto uma mulher fazer tudo isso. E quebrar com todas essas “regras” sociais depende de nós. De irmos atrás, entender, debater, perguntar para as manas, dizer o que estamos sentindo, compartilhar, e estar abertas a mudar, evoluir, crescer e ser mais livre. Essa atitude depende do que está na nossa mente, e muito mais do que nosso coração anceia.

Por isso acredito que minha maior prisão é a minha mente, porque é da força que carrego dentro dela e do meu coração que dependo para mudar minhas atitudes.

Liberte-se!